27/11/2009

Não consigo escrever nada de jeito quando estou zangada.

25/11/2009


23/11/2009

guess so

Era só eu que queria que a selecção nacional não tivesse sido apurada para o Mundial?

19/11/2009

um beijinho para si, Dona C.

Temos uma senhora a trabalhar cá em casa há muitos anos. Sendo ela do tempo em que eu ainda vestia calças de bombazine com padrões às florinhas...Bem, há muuuuuuito tempo mesmo.
É uma querida. Atura-nos a todos sem nunca refilar, deixa-nos a casa num verdadeiro brinco, deixa a roupa arrumadinha e passadinha. Enfim, só não faz a papinha.
A senhora que trabalha cá em casa também fala que se desunha, pelos cotovelos e não só. Fala, fala, fala e fala. Fala tanto que às vezes até se esquece que está a trabalhar. Tem um sotaque mimoso das Beiras, e chama "vidé" ao bidé, e só por isso, já é a maior. Mas às vezes já não há paciência, particularmente nas alturas em que tenho trabalho para fazer em casa. Dei por mim hoje a fazer uma coisa feia, muito feia. Mas teve de ser. Fui para o quarto, levei o material de trabalho e, tentando evitar que ela se fosse pespegar à porta comentando avidamente o problema de estômago que lhe assombra as noites, fingi estar a falar ao telefone. E sempre que a ouvia passar pelo corredor, pegava novamente no telemóvel, não entrasse ela pelo quarto adentro.


Mesmo assim, a Dona C. continua a ser a maior, e a melhor.

songs for DAD

17/11/2009

burp

Quantas vezes já vos aconteceu estarem a almoçar ou jantar na casa de um familiar ou amigo, e oferecerem-vos comida depois de já terem repetido o prato umas 5 vezes?

A insistência é tanta, que por vezes (quando a confiança entre quem convida e o convidado não é lá muita) o estômago já grita de desespero, mas continuamos a empanturrar os croquetes caseiros ou o puré de batata com demasiada manteiga, até chegar ao ponto, depois de tamanho sofrimento, que lá se solta o sorrateiro mas barulhento arroto. Bem comum e apreciado nas sociedades árabes, aqui também o arroto é levado a sério, como se de facto o repasto estivesse delicioso e coubesse ainda mais um bocadinho. Ao fim ao cabo, o sopro que ocupava aquele cantinho maroto do estômago já se soltou. E venha mais uma dose de croquetinhos e rissóis, sem nunca esquecer a tigelona de arroz doce que se segue. Longe de nós pensar em dizer "não quero mais, obrigada", pois já se sabe da fita que o dono da casa é capaz de fazer "não me diga que não gosta disto, ora agora, vamos lá a provar vá, nem que seja um bocadinho". Plof. Reparamos que a bola que chocou contra a taça de sobremesa tem aproximadamente 3 kg e salpica bocados de arroz por tudo quanto é canto.

Era só um bocadinho.


16/11/2009

One for my Baby (and one more for the road)

Hoje acordei assim. Com uma melancolia que se arrasta com este vento que se faz ouvir lá fora. Como uma cauda que se abana por detrás de mim, macia, mas enervante.
Arrasto-me e escorrego, como se fosse chuva que desliza pelas ruas sujas. Arrasto tudo o que quero, mas mais o que não quero, e pareço não conseguir livrar-me dos tormentos que me perseguem, discretos.
Como uma nuvem cinzenta, também eu estou baça e pesada, carregada de qualquer coisa que me incomoda. Mas ligeira consegue a nuvem livrar-se do seu peso, ao contrário de mim. Tudo vou carregando sem saber como aliviar essa carga que me afunda num solo húmido e movediço por debaixo de mim.


Hoje, só ouvimos disto.



13/11/2009

mata ou esfola

Não sei o que me irrita mais, se a badocha da Popota a abanar-se toda ao som de uma versão foleira dos Buraka, mais parecendo uma festinha do bairro da Fonte da Prata; se a bardajona da Leopoldina a querer parecer a Lara Croft, de mamas siliconadas e de calças justas enfiadas no bandalho.


Belos exemplos, an putos?



Yuck.